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Fronteiras e Horizontes

Fiz esse blog para ir longe, até onde os olhos e o entendimento alcançam, porque as palavras ampliam os horizontes, e atravessam fronteiras quando fazem sentido. Você pode gostar ou não, mas o ideal seria comentar. Beijos!

Fronteiras e Horizontes

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19
Abr19

Cade O Índio Que Morava aqui?

Guerreira Xue

Todos querem estar bem na foto, estampados na mídia com caras de plástico, ou plástica se preferirem, os salvadores do terceiro mundo, o "pai" dos pobres, e a mãe não sei lá das quantas, e está tudo muito bom, está tudo muito bem, mas e o direito dos índios?

-Quem quer saber? Manda um memorando, faz favor. Isso tem que protocolar, passar pelas vias legais e não pode ser resolvido assim, da noite para o dia! Como se a questão "indígena" fosse nova.

Ganha-se muito dinheiro cultivando a pobreza a miséria, e a seca, com os negros, brancos e os chineses e bolivianos, numa escravidão muito bem regulamentada neste país.

Como bem se sabe os índios não dão lucro, e ainda estão naquela terra toda, imagine só!

"O povo gosta de grandes obras então construiremos uma grande usina, todos ficarão tão orgulhosos". Isso é ser brasileiro, buscar o progresso a qualquer preço.

O presidente ainda não resolveu a questão do emprego, então está dando continuidade ao auxílio. Não sou contra o auxílio, faz favor, desde que se crie mecanismos para qualificar e recolocar estas pessoas no mercado de trabalho, porque essa ajuda, o auxilio, uma hora acaba, não há "caixa" que aguente só tirar e não repor. Mas tornemos à questão dos índios. ]

Dizer palavrões agora seria uma ignorância de minha parte, pois tenho que ser "lúcida" e objetiva. Quando vão entender que os índios são nossa gente? Jogar uma bomba na casa destes políticos, seria um crime Federal sem sombra de dúvida, mas eles podem, dinamitar, fazer isso com a casa dos índios? Pois estão fazendo agora, construindo uma grande Usina Hidrelétrica.

Somos todos índios neste pais, podem mentir se quiser, ter vergonha de ser, mas são todos Tupinambá, Matipu, Apium, Kariri, Kalabaça, Tabajara, Tapeba, Pitaguary, Tremembé, Kanindé, Munduruku, Carijós, Potiguar, Guaranis, Kaigangs e muito mais, eram em torno de duas mil nações ocupando nosso território por ocasião do descobrimento.

O estrangeiro não manda nada, e mesmo assim, nós mesmo vamos matar nossos ancestrais, os primeiros donos da terra, se não tomarmos alguma atitude no que se refere a questão dos Índios e a construção da famosa Usina Hidrelétrica Belo Monte, em Vitória do Xingu, no Pará.

Isso ainda está longe de terminar, enquanto houver um índio para reivindicar.


28/05/2013
Imagem da Net

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12
Abr19

ÚRSULA por MARIA FIRMINA DOS REIS

Guerreira Xue

Segundo as mídias sociais, o livro de ficção mais vendido no Brasil e no mundo em 2018 foi "Úrsula" de uma autora brasileira maranhense. Achei por bem trazer aqui um pouco da história dessa autora.

 

Maria Firmina dos Reis nasceu na Ilha de São Luís, no Maranhão, em 11 de março de 1825. Foi registrada como filha de João Pedro Esteves e Leonor Felipe dos Reis. Era prima do escritor maranhense Francisco Sotero dos Reis por parte da mãe. Em 1830, mudou-se com a família para a vila de São José de Guimarães, no continente. Viveu parte de sua vida na casa de uma tia materna mais bem situada economicamente. Em 1847, concorreu à cadeira de Instrução Primária nessa localidade e, sendo aprovada, ali mesmo exerceu a profissão, como professora de primeiras letras, de 1847 a 1881 Em 1859, publicou o romance Úrsula, considerado o primeiro romance de uma autora do Brasil. Em 1887, publicou na Revista Maranhense o conto "A Escrava", no qual descreve uma participante ativa da causa abolicionista.

Aos 54 anos de idade e 34 de magistério oficial, anos antes de se aposentar, Maria Firmina fundou, em Maçaricó, a poucos quilômetros de Guimarães, uma aula mista e gratuita para alunos que não podiam pagar: conduzia as aulas num barracão em propriedade de um senhor de engenho, à qual se dirigia toda manhã subindo num carro de boi. Lá, lecionava às filhas deste, aos alunos que levava consigo e a outros que se juntavam. A acadêmica Norma Telles classificou a iniciativa de Maria Firmina como "um experimento ousado para a época". Maria Firmina dos Reis participou da vida intelectual maranhense: colaborou na imprensa local, publicou livros, participou de antologias, e, além disso, também foi música e compositora. A autora era abolicionista: ao ser admitida no magistério, aos 22 anos de idade, sua mãe queria que fosse de palanquim receber a nomeação, mas a autora optou por ir a pé, dizendo a sua mãe: "Negro não é animal para se andar montado nele."Chegou também a escrever um Hino da Abolição dos Escravos.

 

Maria Firmina dos Reis morreu, cega e pobre, aos 92 anos, na casa de uma ex-escrava, Mariazinha, mãe de um dos seus filhos de criação. Obs: Maria Firmina dos Reis é a única mulher dentre os bustos da Praça do Pantheon, que homenageiam importantes escritores maranhenses, em São Luís.

" Úrsula, pode ser considerado o primeiro romance de autoria negra e feminina do Brasil, além de ser o primeiro de cunho antiescravista, foi publicado em 1859 na cidade de São Luís. É também, o romance inaugural da chamada literatura afro-brasileira – entendida, aqui, como a produção literária afrodescendente que tematiza a negritude a partir de uma perspectiva própria. Organizado em vinte capítulos, pode ser dividido em quatro momentos distintos. Mas é na quarta parte, que se nota a riqueza do romance de cunho antiescravista, através de uma solidariedade particular de Maria Firmina dos Reis para com os oprimidos, em especial as mulheres e os africanos e afrodescendentes escravizados."

05
Abr19

MEUS LIVROS NOVOS

Guerreira Xue

Gostaria de convidar aos amigos leitores para conhecerem os meus novos títulos disponíveis no Amazon. Alguns são pequenos contos, com pequenos preços mesmo. Há dois livros físicos do "O ogro e tecelã" um na versão português e outro na versão espanhol. Espero que gostem.

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