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Fronteiras e Horizontes

Fiz esse blog para ir longe, até onde os olhos e o entendimento alcançam, porque as palavras ampliam os horizontes, e atravessam fronteiras quando fazem sentido. Você pode gostar ou não, mas o ideal seria comentar. Beijos!

Fronteiras e Horizontes

Fiz esse blog para ir longe, até onde os olhos e o entendimento alcançam, porque as palavras ampliam os horizontes, e atravessam fronteiras quando fazem sentido. Você pode gostar ou não, mas o ideal seria comentar. Beijos!

27
Jan19

NA SÃO PAULO QUE NUNCA PARA

Guerreira Xue

No coração pulsante da cidade
Na São Paulo que nunca para
As pessoas correm para o trabalho
Na tresloucada labuta diária
Viciados na rotina da ambiguidade

Aqui se busca um teto, um chão e pão
E o resgate de alguma dignidade
Escuto longe nas igrejas da cidade
Os sinos que se fazem anunciar
Em seus desejos inconfessáveis

Na falta do que pensar é melhor rezar
Aquela viagem que não aconteceu
Na beleza que se foi com o tempo
O amigo que vinha e não veio
O pai velho que doente, morreu
E toda reza parece um lamento

No coração pulsante da cidade
Tem a majestosa praça da Sé
Com seus mágicos e ambulantes

Missionários e curandeiros 
E os muitos Santos para toda fé
Vendendo e saqueando
Ao gosto que o freguês quiser
No coração pulsante da cidade

Na São Paulo de todos nós
O luxo e o lixo convivem
O pobre e o rico suportam-se
Mas tem a hora que o sol nasce
O céu milagrosamente pinta-se
E diante de tamanha grandeza
Somos todos iguais.
Imagem de Silvio Henrique Martins

12
Jan19

NASCE O DIA

Guerreira Xue

Quando o dia nasce
O céu se pinta
A pomba do campo grita
As janelas se abrem
E o coração se agita

Quando o dia nasce
O sol lá longe
Desponta
A gente se levanta
E muito insistente
O velho galo canta

Quando o dia nasce
Com ele nasce junto
Um mundo de esperança.

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12
Jan19

O TEMPO E SUAS FUNÇÕES

Guerreira Xue

O tempo chega e passa
O tempo leva e deixa
O tempo

Não permite trapaça

Se o tempo me deixa
Eu envelheço
Se o tempo me leva
Desapareço

O tempo é tão lento
Mas também voa
Pode ser brisa
Ou vento
Mas nunca perdoa.

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02
Jan19

ATRÁS DA PORTA

Guerreira Xue

Queria esquecer
Mas não posso, ou não quero
Porque esse era meu viver
E meus medos estão lá
Depois daquela porta
E eu chorava
Mas também gozava
O prazer da mordaça
Da dor e do chicote
Do champanhe
Do leite e da cachaça
Eu queria esquecer
Mas eu não posso

Eu era menino
E eu chorava e ria sozinho
O tempo passou
Um dia qualquer deixei de chorar
E continuei a rir
Sozinho
Aprendi a obedecer
Sem argumentar
Aprendi a viver, sem reclamar
Pegava somente o que podia
O que me era permitido
E aprendi a gostar sem amar

Eu era um menino
E era escravo de uma sociedade
Um cachorrinho das vaidades
Queria perguntar, e perguntava
A resposta era; não custa agradar
Entendi que no mundo exitem duas classes
Os que servem e os que são servidos
Nasci para servir

Na roleta da vida, o jogo do viver
Tem lá suas vantagens
Porque o servido igualmente é usado
E pelo servidor também manipulado

 

Aprendi logo
que se for para ser usado, que seja com prazer
Porque o melhor de tudo
Ainda é, poder se bastar.

 

 

 

 

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