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Fronteiras e Horizontes

Fiz esse blog para ir longe, até onde os olhos e o entendimento alcançam, porque as palavras ampliam os horizontes, e atravessam fronteiras quando fazem sentido. Você pode gostar ou não, mas o ideal seria comentar. Beijos!

Fronteiras e Horizontes

Fiz esse blog para ir longe, até onde os olhos e o entendimento alcançam, porque as palavras ampliam os horizontes, e atravessam fronteiras quando fazem sentido. Você pode gostar ou não, mas o ideal seria comentar. Beijos!

29
Jul18

A FEITICEIRA

Guerreira Xue

Dizem que elas são muitas, e que moram em qualquer lugar. E dizer que não acredito seria perda de tempo, pois a vida é tão cheia de mistérios que não me surpreenderia se eu mesmo fosse uma. Então vá lá ... Uma vez, eu menina ainda, ia tomar banho no açude nas terras de meu pai, estava para completar minha intenção, quando escuto um som de flauta que vinha dos eucaliptos próximos. E eu queria tomar banho, porque se meu pai visse não deixaria eu faze-lo, mas aquela flauta me chamava, então eu tinha que ver o que era aquela música estranha. Fui andando e seguindo a cerca para não perder o caminho de volta. Ja estava desistindo quando ouvi um gemido.Gelei de medo e quase ia correr de volta para casa quando ouvi uma voz familiar. Era o meu primo Valdir, que ao cruzar a cerca havia sido picado por uma cobra coral. Corri chamar meu pai que tinha o antidoto em casa e a seguir levou-o para o hospital da cidade. 
Nunca soube de onde vinha o barulho da flauta, mas salvei meu primo de morrer.


FLAUTA.jpg


 

29
Jul18

HORIZONTES

Guerreira Xue

Eu venho lá de longe
Passando pelas mesmas estradas
Que todos passam
Não sou nenhum demônio, pecadora
Ou um monge
Só sigo pisando no chão dos ancestrais
Porque não existe outro caminho

Por vezes carrego nas costas
Bagagens que não são minhas
São velhas histórias contadas pelo pai
Que escondidas nas paredes das cidades
Esvaem-se pelas linhas do tempo
E as mesmas escapam-se pelo ar,
Seguem atravessando os mares
Empurradas pelo vento no sopro da vida

Eu da terra não levo nada
Que não seja tudo o que já senti
Numa breve lembrança remota
De alguma coisa que um dia já sonhei
Ou vivi.


PAULO.jpg

25
Jul18

A PEQUENA

Guerreira Xue

Ela escrevia desde pequena, lia muito e escrevia. mas isso é comum, pois todos escrevem desde pequenos, mas ela escrevia mais, e sonhava mais. Um dia ela parou de escrever, porque disseram-lhe que, quem escreve passa fome no seu País. E quem quer passar fome? Mas ela precisava continuar a sonhar, então continuava a ler, e lia muito! As vezes faltavam-lhe livros, mas ela achava bom até as bulas de remédios. As pessoas diziam que ela não batia bem da caixola, "quem é que lê bula de remédio Jesus?! Ela lia.
E quando a cabeça da pequena ficava cheia, ela pensava em escrever. " não, melhor não escrever. Não quero passar fome." E passou a vida assim. Lendo, lendo, lendo...
A menina já estava velha quando um dia, a cabeça dela transbordou e sem que ela pudesse evitar. E aquilo foram palavras derramadas por todos os lados. 
Moral da história? Sei lá, e quem é que sabe?


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21
Jul18

THE OGRE AND THE WEAVER Kindle Edition

Guerreira Xue

Hello good day.
Starting today, my book "The Ogre and the Weaver" is free on Kindle. Take advantage of the opportunity because it is for a limited time.


 


…ABOUT THE BOOK 

… As far as I know, these stories and tales are true journeys into the imaginary of our heads, and they cross the lines between curves and straight lines, between right and wrong, and ultimately everything is a life lesson, and each person interprets it their own way. 


https://www.amazon.co.uk/dp/B01J6J23AU


THE OGRE AND THE WEAVER by [Xue, Guerreira]

20
Jul18

O QUE REALMENTE INQUIETA

Guerreira Xue

O que realmente inquieta
não é silêncio
E sim a falta de vontade
de mudar
De não dizer o contrário
para não complicar
Como se o mundo
fosse uma linha reta
Onde ninguém pensa
fora do lugar
E quem pensa
é pessoa indiscreta
Depois de tanto
os sentimentos sufocar


O que realmente inquieta
não é o silêncio
É o medo de opinar
de falar alto
Não dizer o que sente
por temer
Que alguém escute
e vá julgar
E julgando
seja logo condenado


Sufocados pelos ricos
e seus poderosos gritos
É que segue o mundo
velho e tacanho a girar



E os covardes calados
Vão vivendo silenciosamente
na ponta do pés
Quase invisíveis
com medo de incomodar.


18
Jul18

O AMOR TEM DESSAS COISAS

Guerreira Xue

"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. 
Se achar que precisa voltar, volte! 
Se perceber que precisa seguir, siga! 
Se estiver tudo errado, comece novamente. 
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a. 
Se perder um amor, não se perca! 
Se o achar, segure-o"! 
Fernando Pessoa


 


Geni e Gustavo estão para se casar no dia seguinte, e mal se aguentavam de tanto nervoso.
A cerimonia simples será no civil em casa de amigos, e seguida de uma oração, pois o espiritismo não acredita em dogmas, sacramentos ou adoração de imagens.
Enquanto ambos bebericavam um vinho:
-Lembra quando nos conhecemos amor? Pergunta Geni sorrindo relaxada.
-Como se fosse ontem. Responde Gustavo. E Geni continua...
-Eu estava trabalhando e pedi dispensa mais cedo, pois ia receber o montador de móveis naquela tarde. Cheguei atrasada e o tal montador já estava de saída, ainda bem que Julinha estava em casa e o recebeu. Risos...
- A mocinha foi gentil, e até me ofereceu uma limonada enquanto eu trabalhava!
Geni comprara um roupeiro novo, pois o ex marido estava agora morando em casa novamente. O pai de Julinha viera do interior, para se tratar de doença. Ela então teve que improvisar acomodações.
Tanta coisa eles já tinham vivido até ali,..
Dizem que reviver o passado é sofrer duas vezes, talvez seja verdade, mas nega-lo é também violentar a memória.

Orfã do pai desde cedo, Geni, os irmãos e a mãe foram morar com a avó materna quando se viram praticamente na rua, sem comida ou um teto para dormir.
As vezes para alguns não basta ser só difícil a vida, pois a mãe de Geni era tão revoltada com seu destino que acabava por descontar suas frustrações nos filhos, espancava-os por, ou mesmo sem qualquer razão, Como não bastasse humilhação a mãe fazia-os sair a ruas para "pedir". 
Geni era a irmã mais velha e sofreu um bocado por todas as dificuldades que passaram e pelos maus tratos, e era a um tal ponto que, se qualquer um desse alguma atenção, ela se ia embora dali e esqueceria aquela vida miserável para sempre.
Outras vezes uma única tentativa ainda não é o suficiente, porque a Geni arrumou um sujeito, e com ele foi-se embora, esperando nunca mais regressar... Ledo engano. Não demorou muito e ela retornou a casa da mãe, só que desta vez com um filho nos braços.
Mais tristezas e humilhações a aguardavam...
Depois veio outro e a carregou com seu filho, rumo a outra chance de ser feliz.
Talvez a sabedoria esteja ligada a paciência, um certo equilíbrio entre busca e espera. Mas neste momento lembro-me de um slogan "Quem tem fome, tem pressa", e assim era Geni, uma faminta de amor e alegria.
A vida foi seguindo e mais dois filhos vieram desta nova união...O marido era bom, não deixava faltar-lhe nada, não fosse pelas surras que Geni levava. Carlos detestava o filho mais velho de Geni, o que acabou por causar desequilibro na criação dos filhos.
Um dia as coisa mudaram, e o certo é que as coisas sempre mudam... O filho mais velho cresceu e foi-se embora, e não porque alguém o carregou, e sim pelas próprias pernas e vontade... E Geni separou de Carlos.
Era uma mulher feita agora e tinha que ter juízo, e esquecer as ideias românticas de príncipe encantado, pois foi a duras penas que ela compreendeu que ninguém faz ninguém feliz.

Um dia ela soube que o ex marido andava doente e que estava tratando de um cancer.
"Traga as suas coisas e se acomode no quarto de Júlia, ela dorme comigo. Afinal de contas voce é pai dela, e não se importara de cede-lo para voce". Ele veio ...
Geni trabalhava em casa de família, e tinha a vida muito sedentária, e numa tarde sentiu-se mal. A primeira recomendação medica:"Dieta e caminhada." Então Geni começou, todo sábado dava uma volta de duas horas pelos arredores da cidade, e passava justamente na frente da casa do tal montador de moveis, aquele...
Gustavo era viúvo e fazia tempo que não tinha companhia feminina, além das duas filhas em casa.
Gustavo viu a moça passando na primeira vez estava varrendo a frente de sua casa, a cumprimentou casualmente, na segunda vez a cumprimentou novamente, e na terceira...
-Gastei uma vassoura todinha naquela calçada mas valeu a pena. Risos...
-Te amo minha pequena, e quero que voce seja feliz, e se for comigo melhor ainda.
Geni achava aquela frase era maravilhosa.
- Eu aprendi que para ser feliz e preciso oportunidade de se gostar e eu tive esta oportunidade recentemente.

A palavra amor é de fácil pronuncia, mas a maioria a confunde com egoismo. Eu a confundi diversas vezes, querendo que alguém, me salvasse de minha própria tristeza.
Hoje já compreendo que só se partilha aquilo que se tem, e eu não tinha grande coisa, só uma certa amargura, raiva de um pai que morreu cedo, de uma mãe que não sabia demonstrar amor.
- Aprendi a amar com o tempo e com meus filhos, sabe. Te adoro também Gustavo, e admiro o homem que voce é, e pela preocupação em saber quem eu sou, quando nem eu mesmo sabia quem eu era.
Sabiam ambos, que teriam problemas pela frente, mas estavam juntos nesta jornada.
E os dois se beijaram.
Geni por vezes ainda perguntava : "
- Sera que estou agindo certo desta feita? Ao que Gustavo respondia bem humorado
- Se não estiver, logo nós dois saberemos.


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15
Jul18

TUDO QUE ENCANTA

Guerreira Xue

Tudo que encanta se reflete no coração e na emoção de cada um, mas isso não quer dizer que a mesma coisa encante a todos da mesma maneira. A exemplo disso posso mencionar a Teresa. Uma moça que morava do lado de lá da ponte de São Seberi , e nem adianta procurar no mapa, porque esse lugar, eu acabei de inventar, e esse ficava para bem depois de Benevides. Mas voltando para Teresa, se faz favor, a moça até que era bonitinha, mas tinha o mau hábito de andar escabelada, pois é...
Um dia Teresa estava pescando na ponte que mencionei acima e ao perceber que tinha fisgado algo, deu um tremendo puxão na linha que acabou por acertar em cheio um passante com um sapato velho preso no seu anzol. Sua decepção foi logo subistituida pela surpresa, porque ao atingir no sujeito, a sua cabeleira voou para longe, indo cair justamente no rio. 
Ambos ficaram se fixando por alguns instantes, até que Teresa quebrou o encanto com uma sonora gargalhada.
Ela pedia desculpas, ao que o rapaz foi obrigado a ceitar, por saber que realmente não tinha sido de propósito.
Resultado do encantamento? Teresa depois de muito rir, se ofereceu para pagar uma nova peruca ao moço. Ele por sua vez confessou que se sentia ridículo por estar com aquela cabeleira, então agradeceu-lhe por se livrar do incomodo.


Para Tereza, além das gargalhadas incontidas, restou a dúvida;será que foi mesmo bom livrar o sujeito daquele ninho? Olha que essa cara não me é estranha!


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15
Jul18

SALVEM A SÍRIA

Guerreira Xue


Onde anda o Amor
que não encontro
Onde estão meus filhos
que eu perdi
A mulher 
da qual dela nasci
Todos se foram
morreram
Só eu sobrevivi
porque nos matam
se somos todos iguais
Até ontem eu era
um sujeito de sorte
Eu tinha a minha casa
a minha família
E dormíamos embalados 
em sorrisos e abraços
Acordei no sonho dos outros
E há morte por toda parte
Só destroços...
Maldita raça humana
são piores que animais
E ainda me pergunto
por que nos matam 
se somos todos iguais.


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13
Jul18

AMOR CONSTANTE

Guerreira Xue



Hoje solto, o pensamento vagueia
por lugares que um dia fui feliz.
Aquela coisa boa que se sente
ao amar alguém.
Não importando aonde, o vento
a circustancia ou a temperatura
E nesta sensação de amor constante
pareço eu beber de água pura
ao reviver cada momento
Mesmo que eu não esteja mais lá
carrego em mim
a vivencia forte do sentimento

A alma inquieta acorda sem perceber
e começa embalar velhas lembranças
como que para não esquecer
como que para ter esperança
Porque apesar do tempo, do vento
da temperatura ou da circunstancia
Meu duro coração de homem balança.


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